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Archive for the ‘capoeira angola’ Category

O blog Músicas de Capoeira, em homenagem ao Mestre Pastinha, que este ano completaria 120 anos de idade, caso ainda estivesse entre nós, publica nesta edição um breve histórico daquele que foi chamado de Guardião da Capoeira Angola pela Velha Guarda de Mestres da Bahia nos anos 30 e algumas músicas do mestre para que vocês, nossos leitores, possam ouvir.

mestre_pastinhaMestre Pastinha nasceu no dia 05 de abril de 1889 e faleceu no dia 13 de novembro de 1981. Este ano ele estaria completando 120 anos. Iniciou-se na Capoeira aos dez anos de idade. Ele contava que brigava sempre com um sujeito mais forte que ele e sempre perdia. Um negro africano, ao observar o que sempre acontecia com ele, convido-o para aprender alguns movimentos de Capoeira, em vez de perder tempo empinando papagaios. Este negro chamava-se Benedito.
A Capoeira Angola exerceu na personalidade de Mestre Pastinha um irresistível fascínio que o transformou num verdadeiro predestinado para o ensino desta arte. Em 23 de fevereiro de 1941 fundou a Academia Centro Esportivo de Capoeira Angola. Sua profissão era a de pintor, mas em virtude da cegueira em uma das suas vistas, ele foi obrigado a abandonar a profissão em 1923.
Mestre Pastinha passou oito anos na Marinha de Guerra, onde foi músico e ensinou, ainda, Capoeira para os seus colegas de farda. Deu baixa e continuou na Capoeira nos dias santos, feriados e domingos. Mestre Pastinha também foi jogador de futebol, chegando a treinar na equipe do Ypiranga, seu time de coração. Foi engraxate, vendeu jornais, praticou esgrima, ajudou a construir o Porto de Salvador, foi alfaiate, fez garimpo e também tomou conta de casa de jogos, ocupando o cargo de “leão de chácara”, onde seu dever era manter a ordem no recinto. Mas o que Mestre Pastinha gostava mesmo era de viver para a sua arte, a Capoeira Angola.
Mestre Pastinha foi um dos maiores Mestres da Bahia, sendo hoje o principal referencial quando se fala de Capoeira Angola no Brasil e no mundo. Um de seus grandes amigos foi o escritor Jorge Amado, que no livro “Bahia de Todos os Santos” falou de Mestre Pastinha e de sua Capoeira.
Mestre Pastinha é também conhecido como o “Guardião da Capoeira Angola”, pois no final dos anos 30 recebeu da Velha Guarda da Capoeira da Bahia a missão de defender a Capoeira Angola tradicional das mudanças introduzidas para aumentar sua eficiência “enquanto luta”. Graças a Pastinha e os seus discípulos, a Capoeira Angola – essa extraordinária arte afro-brasileira de luta e dança mandingueira, que figura entre o que de melhor e de mais fino se criou no nosso país – está viva e é a “novidade” na Capoeira atual: a renovação da Capoeira através do reencontro com suas origens e raízes mais profundas.
Para Mestre Pastinha “o capoeirista deve ter em mente que a Capoeira não visa, exclusivamente, preparar o indivíduo para o ataque ou a defesa contra uma agressão, mas desenvolver, ainda, por meio de exercícios físicos e mentais um verdadeiro estado de equilíbrio psicofísico, fazendo do capoeirista um aut6entico desportista, um homem que sabe dominar-se antes de dominar o adversário. O capoeirista deve ser calmo, tranqüilo e calculista.”
Apesar de ser uma das grandes celebridades da vida popular da Bahia, chegando a ir até o continente africano – convidado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, como integrante da delegação brasileira, junto ao Premier Festival Internacional dês Arts Nègres, de Dakar, em abril de 1966 – pastinha, no final de sua vida, foi praticamente esquecido. Chegou a ser despejado de onde morava e, em fins de 1979, após um derrame cerebral e internação de um ano em Hospital Público, vai para o abrigo Dom Pedro II. Morre aos 92 anos, em 13 de novembro de 1981.

Para ouvir as músicas do Mestre Pastinha clique aqui. Ou no linque ao lado.

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Eu sou feito de sangue e suor

Tenho orgulho e magia

O meu pai foi atado sem dó, minha mãe sofredora Maria

Eu nasci num cantinho do Engenho, cujo nome se chama Senzala

Onde fico escutando o gemido, enquanto o chicote uivava (bis)

Faz a faca no peito uma dor, minha boca colava de sede

Hoje eu rezo pros meu antepassados, deitado no fundo da rede (bis)

Dona sereia, rainha do mar, ve se não deixa meu barco afundar (bis)

Ve se não deixa meu barco afundar, Dona Sereia rainha do mar (bis)

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